Certa feita, um rei resolveu convocar os dois maiores sábios do seu reino. Então, ele lançou o desafio, disse para o primeiro servo: Amanhã você deverá se apresentar, trazendo algo que represente o que há de pior no mundo. Em seguida, chamou o segundo servo e disse: Amanhã você deverá se apresentar, trazendo algo que represente o que há de melhor no mundo. Os dois servos sábios saíram da presença do rei e retornaram no dia seguinte.
O primeiro sábio entrou na presença do rei, carregando uma grande caixa e disse: Eu tenho o que há de pior no mundo dentro dessa caixa. O rei curioso disse: Pode abri-la. Para surpresa de todos, havia uma língua enorme dentro da caixa. O sábio explicou: De fato, a língua é o que há de melhor no mundo, com ela expressamos o nosso amor, restauramos nossos relacionamentos, agradecemos aos nossos amigos e encorajamos os desanimados. O rei ficou admirado e elogio o servo sábio.
O segundo sábio entrou na presença do rei carregando uma grande caixa e disse: Eu tenho o que há de pior no mundo dentro dessa caixa. O rei curioso disse: Pode abri-la. Para surpresa de todos, havia uma língua enorme, O sábio explicou: De fato, a língua é o que há de melhor no mundo, pois com ela declaramos as guerras, criamos conflitos, ferimos as pessoas e amaldiçoamos os homens. O rei ficou admirado e elogio o servo sábio. Assim, é a língua, com ela bendizemos ao Senhor e Pai; também com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição (Tg 3.9-10).
Precisamos santificar o uso da nossa língua; utilizá-la apenas para a edificação do povo de Deus. Precisamos pedir para que o Senhor guarde as portas dos nossos lábios, para que não sejamos vencidos pelo uso descontrolado e pecaminoso da língua. Vejamos a instrução de Tiago: Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz (Tg 4.11). O fato de sermos irmãos, deveria ser o suficiente par anão falarmos mal uns dos outros, fomos alcançados pelo mesmo sangue e fazemos parte do mesmo corpo, por isso devemos zelar pelo bom nome do nosso irmão.
O uso indevido da língua traz divisões e abre feridas amargas entre o povo de Deus. Além disso, quando usamos a nossa língua para o mal, estamos falando mal da lei, quebrando a lei e nos colocamos como juízes da lei. Entretanto, não existe ninguém acima da lei, a não ser o Juiz Supremo, que tem prerrogativa para julgar e disciplinar aqueles que quebram sua lei.
Nós não temos o direito de criticar ou fazer comentários sobre a vida dos nossos irmãos, antes precisamos procurá-los e ajudá-los nas suas lutas, provas e tentações. Precisamos santificar e purificar o uso da nossa língua. As nossas conversas devem edificantes e saudáveis, os nossos comentários devem expressar amor e perdão, as nossas palavras devem transmitir graça e verdade. O salmista diz: As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu! ? (Sl 19.14). Deus tem se agradado das palavras dos seus lábios? Pense bem, suas palavras tem contribuído para crescimento, edificação e fortalecimento da Igreja de Deus.
Lembre-se, Jesus derramou o seu precioso sangue para purificar o nosso coração e todas as palavras que fluem do nosso coração. Em Cristo, nossas palavras serão úteis, transformadoras e reconciliadoras. Nossa redenção foi completa, é uma incoerência, como diz Tiago: De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não conveniente que estas coisas sejam assim, Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e ao que amargoso? (Tg 3.10-11). Esteja atento, cuide dos seus lábios, vigie suas palavras, santifique seus comentários e purifique suas conversas. Por fim, não se esqueça: Para guardar a língua é preciso guardar também os ouvidos, não ouça aquilo que não edifica e se necessário repreenda o difamador. Que Deus nos ajude a viver a santidade no uso da língua!
Pastoralmente, Rev. Edimar
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